Manteiga de Semente de Abóbora

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Esta receita é puro deleite. Uma pasta deliciosa, que se for consumida com bolos de arroz, biscoitos de aveia ou centeio, pães integrais ou sem glúten, compõe um rápido aperitivo rico em proteína e zinco, ambos nutrientes fundamentais para a imunidade. As sementes de abóbora são uma das fontes mais ricas em zinco e há muito tempo são associadas à resistência imunológica, proteção da próstata, e da fertilidade. Além disso contém ômega 6, imprescindivel para o sistema imunológico e linfático.

Ingredientes

  • 200g de Semente de Abóbora  descascada ou 200g de farinha de abóbora.
  • Óleo de Girassol ou Azeite de Oliva (quanto baste).

Preparo

Adicione a semente de abóbora ou a farinha de abóbora à um processador ou um liquidificador e acrescente o óleo aos poucos até obter uma pasta fina.

Conserve em geladeira.

 

Adaptada do livro: Dr Alimento: Guia Prático de Nutrição para a Família, Ian Marber e Vicki Edgson -Ed. Alaúde.

 

Cavalinha

Popularmente, a cavalinha (Equisetum arvense L.) é conhecida em algumas regiões como rabo-de-cavalo, milho-de-cobra, erva-carnuda, rabo-de-rato, cauda-de-raposa ou cauda-de-cavalo.

 A cavalinha é um dos seres vivos mais antigos do planeta – ela é mais antiga ainda que as baratas, que surgiram na Terra há 300 milhões de anos. Esta planta data do período Paleozóico, quando existiam bosques inteiros de cavalinhas gigantes, medindo até 10 metros de altura por 2 metros de diâmetro. Algumas referências destacam que estas plantas surgiram antes da separação dos continentes e do aparecimento do homem, sendo que já foram encontrados fósseis de diversas espécies, algumas com 30 m de altura.

Das diversas Equitáceas apenas as plantas do gênero Equisetum sobreviveram, sofrendo uma evolução muito pequena. Hoje, é possível encontrá-las em quase todas as regiões do mundo – exceto na Nova Zelândia e Austrália -, só que com dimensões bem menores.

 Além da idade espantosa, a cavalinha apresenta outras características bem curiosas. Por ser muito rica em sílica, a planta sempre foi muito usada para polir metais, substituindo inclusive a atual “palha de aço” na limpeza de panelas e caçarolas. A cavalinha apresenta ainda bons teores de cálcio, ferro, magnésio, tanino e sódio. Na Antiga Roma, o uso de infusões preparadas a partir da cavalinha era bem difundido, especialmente para tratar problemas respiratórios, infecções urinárias e da próstata.

 Sua fama medicinal atravessou os tempos e, atualmente, são atribuídas à cavalinha propriedades capazes de amenizar dores de cabeça, combater hemorragias e fortalecer as paredes das veias, evitando a formação de depósitos de gordura. Por seu poder remineralizante, o chá de cavalinha tem sido divulgado como um poderoso aliado das mulheres que estão ultrapassando a faixa dos 40 anos, pois ajuda a repor os minerais perdidos, afastando o perigo da osteoporose.

Entretanto recomenda-se muita cautela com a ingestão de chás e infusões preparadas com esta planta porque, em excesso, há risco de intoxicação e irritação intestinal.

Como inúmeras outras ervas a cavalinha também era usada para “finalidades mágicas”. Em tempos remotos, acreditava-se que a planta estava ligada ao planeta Saturno. Com seus caules ocos, os antigos pastores fabricavam flautas que eram usadas para espantar serpentes, daí o nome popular “milho-de-cobra”. Além disso, sempre foi muito forte a ligação entre a planta e a fertilidade feminina: quando uma mulher queria engravidar, era costume colocar um vaso de cavalinha dentro do quarto.

 Dados famacológicos identificam na cavalinha glicosídeos flavônicos, saponinas, ácido gálico, potássio e sílica como os principais responsáveis pela ação diurética e remineralizante, que permitem a eliminação de substâncias tóxicas. A planta ainda funciona como um diurético suave com ação reguladora e adstringente do trato genito-urinário, também usada em casos de incontinência noturna de crianças. Os taninos são responsáveis pela ação adstringente.O silício apresenta propriedades remineralizantes, participa da calcificação dos ossos, age sobre as fibras elásticas das artérias, diminuindo o risco de ateromatose, principalmente em pessoas com colesterol elevado, regularizando o tônus, elasticidade e resistência dos vasos sangüíneos. Como antiinflamatória ela atua em casos de inchaço e inflamação da próstata.

Estimula o metabolismo cutâneo, acelera a cicatrização e aumenta a elasticidade de peles secas e senis, atuando como hidratante profundo. Também age como abrasivo, em razão do seu alto teor de silício. ajuda a recuperar a pele e ferimentos. Por suas propriedades adstringentes e detergentes (saponinas) pode atuar como coadjuvante no tratamento externo da acne

Nos tratamentos de beleza, a cavalinha é muito conhecida: ajuda a evitar varizes e estrias, limpa a pele, fortalece as unhas e dá brilho aos cabelos. Quem quiser experimentar, é só testar algumas receitas:

  • Óleo para prevenir estrias: Coloque um ramo ou caule de cavalinha (já seca) em um vidro pequeno de óleo de amêndoas. Deixe descansar por 30 dias e passe na pele, sempre após o banho.
  • Infusão para limpeza de pele: Coloque um punhado da planta (fresca ou seca) em uma vasilha e despeje água fervendo. Abafe e deixe descansar por 10 minutos. Depois de fria, use a infusão com um chumaço de algodão, para limpar a pele.
  • Para dar brilho aos cabelos e fortalecer as unhas: Faça um chá com caules e folhas de cavalinha, deixe esfriar e use no enxágüe final dos cabelos. Para fortalecer as unhas, faça um chá mais concentrado, deixe amornar e mantenha as unhas imersas por uns 15 minutos, mais ou menos.

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Erva Doce

A erva doce é uma planta muito conhecida e utilizada devido as suas múltiplas possibilidades de aplicação.

O anis ou erva-doce (Pimpinella anisum) é uma planta da família das Apiaceae.

A sua fruta em forma de semente é usada em confeitaria e em licor. A fruta consiste em dois pistilos unidos e tem um sa

bor aromático forte e um odor poderoso. A semente de anis também é usada em alguns caris e pratos com frutos do mar, contra mau hálito e como ajudante digestivo.

Ela pode ser usada na área da saúde, beleza e culinária, suas principais utilidades são vistas em:

  • Ajuda no emagrecimento associada a uma dieta saudável.
  • Usada em travesseiros aromatizados devido seu aroma agradável estimulando o relaxamento de todo o corpo.
  •  Na culinária a erva doce é muito utilizada em receitas de bolos, pães, saladas, sucos, entre outros.
  • É muito usada para tratamentos de pele.

Por meio da ingestão do chá:

O Cálcio e o Fósforo atuam no organismo conjuntamente participando da formação dos ossos e dentes, coagulação do sangue, construção muscular e transmissão normal de impulsos nervosos. A Niacina é uma das vitaminas do Complexo B e tem por função ajudar a digestão, além de estimular o apetite.

  • Usada contra cólicas de bebês.
  • Melhora de tosses e bronquite por apresentar papel expectorante.
  • Melhora problemas digestivos e gases.
  • Durante a amamentação o chá de erva doce associado ao consumo de água é um excelente estimulante à produção de leite.
  •  Previne a retenção de líquido comum de acontecer principalmente no verão.
  •  No período de finalizar a amamentação materna noturna, o ideal é trocar a mamada pelo chá de erva doce, com isso o bebê vai deixar de acordar de madrugada para mamar.

O ideal e a melhor maneira para se consumir a erva doce é em forma de chá. Criar o hábito diário de consumir chá de erva doce junto a hábitos alimentares adequados o ajudarão a ter uma pele mais saudável e bonita e seu organismo se tornará mais equilibrado, além, de suas propriedades na melhora do relaxamento do corpo.

Camomila

A camomila-vulgar, camomila ou camomila-alemã (Matricaria recutita) é uma planta da família Asteraceae. É uma planta com uso medicinal, cosmético, alimentar e em outras áreas.

A sua origem mais provável é a Europa e América do Norte, onde é muito comum nos jardins públicos. Sendo que as partes mais usadas são as flores e as folhas.

Surpreende pelas suas utilidades: além de ornamental, produz um chá calmante e digestivo, suaviza a pele e embeleza os cabelos. Pode ser usada das mais diversas formas, caseiro, culinário, Aromaterapia, pois o seu óleo essencial é sedativo e anti-fúngico. Bom para queimaduras solares.

Trata-se de uma das ervas mais antigas que a humanidade já utilizou. O intenso aroma despertou o interesse pela planta e antigos pesquisadores, atraídos pelo doce perfume, acabaram por descobrir várias das propriedades que tornaram a camomila tão famosa.

Os antigos egípcios tratavam uma doença semelhante à malária com o chá de suas flores. Ficou muito conhecido também um tipo de vinho aromatizado com flores de camomila. Na Espanha, por exemplo, esse vinho era usado como digestivo

Como a lenda diz que atrai dinheiro se plantada ao redor da casa afasta o olho gordo; simboliza a prosperidade.

Efeitos colaterais como toda erva têm certas restrições de uso. Não deve ser utilizada por quem estiver a fazer tratamento radioterápico, pois como tem efeito anti-oxidante, a camomila impede que a radiação destrua as células sadias e as malignas.

Uso Medicinal

Os egípcios a usavam no tratamento da malária, devido a sua ação anti-inflamatória, é indicada para má digestão, cólica uterina, sedativa (infusão flores ou chá da flor de camomila); para queimaduras de sol (ajuda a refrescar a pele e evita o vermelhidão da pele), conjuntivite e olhos cansados (compressas com infusão do preparado das flores).

Para criança ajuda combater vermes e gases intestinais. Como chá usado diáriamente diminui as dores musculares, tensão menstrual, stress e insônia, diarréia, inflamações das vias urinárias; misturado ao chá de hortelã com mel combate gripes e resfriados; banho com sachê de camomila é sedativo e restaurador de forças, e especial para hemorróidas.

As pequenas e delicadas flores da camomila concentram potentes óleos voláteis responsáveis pelos efeitos antiinflamatório, antiséptico, sedativo e antiespasmódico. Esses óleos atuam de duas formas: acalmam os músculos e nervos internos (o que explica o uso em cólicas nos bebês e cólicas menstruais) e exercem um efeito emoliente sobre a pele. O tradicional chá de camomila é reconhecido como um relaxante e tranqüilizante natural, que ajuda a tratar problemas provocados por tensão nervosa, como insônia, dores de cabeça, etc.

Na forma de infusão é útil para o fígado, antialérgico, dores de reumatismos, nevralgias; ajuda a purificar o organismo e aliviar a irritação causada pela poluição. Age como sudorífico.

Não deve ser utilizada em doentes que tomem medicamentos com varfarina, pois os riscos de hemorragias são aumentados.

Uso Cosméticos

Seus poderes são conhecidos há mais de 4 mil anos. A camomila é vulgarmente utilizada para clarear o cabelo. A planta atua progressivamente nos pigmentos capilares de forma a atribuir ao cabelo um tom mais claro, chegando mesmo ao louro natural.

A camomila é, igualmente, muito utilizada em cremes, devido à acção suavizadora da pele. Em determinados casos, a camomila actua na pele atribuíndo-lhe luminosidade e retirando o ar seco e envelhecido.

Dicas de usos 

  • Contra a insônia: Use flores secas de camomila para fazer travesseiros. Seu aroma delicado e suave ajuda a acalmar e diminuir a ansiedade.

  • Compressas: Para combater inflamações e inchaços dos olhos, recomenda-se aplicar compressas com o chá de camomila. Utilize um pano bem limpo, embebido no chá morno, coloque suavemente sobre os olhos.

  • Banho calmante e relaxante: Coloque um punhado de flores secas na água morna da banheira. É ideal para acalmar a agitação dos bebês e favorecer um sono tranqüilo.

  • Suavizante da pele: O óleo de camomila (encontrado nas boas farmácias de manipulação) é um ótimo suavizante para queimaduras e irritações da pele.

  • Para limpar as crostinhas da cabeça do bebê: Misture uma colher (sopa) de flores de camomila a uma xícara (café) de óleo de cozinha. Leve ao fogo, em banho-maria, por 3 horas. Coe num pano fino e esprema bem. Use embebido em algodão, passando delicadamente sobre as crostinhas.
  • Para aliviar dores: Faça o mesmo preparado explicado para as crostinhas do bebê, só que no final acrescente 1 pedra de cânfora. Aplique o óleo e cubra a região dolorida com gaze ou uma fralda de pano limpa.

 

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Calendula

Pertencente à mesma família das margaridas, a calêndula (Calendula officinalis) é originária da Europa meridional e se relaciona intimamente com o sol.

Curiosamente, essa flor abre suas pétalas assim que o sol nasce e as fecha na hora em que ele se vai. Aliás, seu nome é derivado de uma palavra latina – Calendae – que significa “primeiro dia de cada mês”, de onde se derivou também a palavra calendário (que, sabe-se, é baseado no ciclo solar).

No Brasil, a calêndula adaptou-se facilmente, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Hoje, ela é cultivada tanto para fins ornamentais como para a fabricação de medicamentos e cosméticos.

A flor, de coloração amarelo-alaranjada, caracteriza-se pelo inegável perfume e as folhas são macias e aveludadas.

Atualmente, as flores cultivadas sem agrotóxicos ou aditivos químicos são comercializadas para consumo em saladas ou acompanhando outros pratos.

Muito utilizada na industria farmacêutica.

Conta-se que na guerra civil americana, os médicos que atuavam nos campos de batalha utilizavam as flores e as folhas da calêndula para tratar os ferimentos dos soldados. Anos mais tarde, a ciência comprovou os efeitos que aqueles médicos conheceram na prática. No Brasil o seu uso fitoterápicoé aprovado pelo Ministério da Saúde.

A partir da calêndula, a medicina homeopática produz remédios que são usados oralmente, inclusive em períodos pós-operatórios, justamente pelos poderes já citados. Na medicina popular, a planta é muito utilizada para tratar problemas uterinos e cólicas menstruais, estimular a atividade hepática e atenuar espasmos gástricos.

As principais ações da calêndula são: antialérgica, anti-flogística, antiinflamatória, anri-séptica, bactericida, cicatrizante, calmante e refrescante. Estudos clínicos comprovaram sua ação antitumoral e restauradora da pele em casos de cicatrização difícil.

É claro que devem ser evitados exageros ou abusos na aplicação de plantas em tratamentos. No caso da calêndula, é importante esclarecer que, em excesso, a planta pode provocar depressão, nervosismo, falta de apetite,náusease até vômitos.

Uso cosmético.

É na fabricação de cosméticos que a calêndula faz o seu reinado: os diversos princípios ativos da planta são responsáveis pelos eficientes efeitos no tratamento de pele e cabelos. A calendulina, por exemplo, um pigmento que dá a cor alaranjada às pétalas, presente em boas doses nas flores, juntamente com a resina e a mucilagem, são responsáveis pelos poderes regeneradores e cicatrizantes.

Outros princípios engordam a lista de propriedades da calêndula, amplamente usada na fabricação de shampoos, loções, sabonetes e cremes. Aliás, ela é uma das bases mais utilizadas na fabricação de produtos indicados para cabelos oleosos e peles com cravos e espinhas.

Seus extratos possuem saponinas e flavonóides de alto poder antiinflamatório, que fazem esta planta um auxílio bastante útil no tratamento e prevenção de varizes.

Na gravidez e no bebê.

Apesar de não ser recomendado para ingestão durante a gravidez, o óleo de calêndulaé um excelente cicatrizante quando usado em mamilos com fissuras causadas pela amamentação.

Também pode ser usado em óleos para aplicação na pele do bebê a fim de evitar e suavizar assaduras.